Incentivo ao banditismo

Além da onda de violência, a população venezuelana sofre com a repressão policial da GNB (Guarda Nacional Bolivariana) que se manifesta em massa pelo fim do regime chavista.

Além da onda de violência, a população venezuelana sofre com a repressão policial da GNB (Guarda Nacional Bolivariana) nas manifestações em massa pelo fim do regime chavista.

Uma matéria da Business Insider nos mostra que das 50 cidades mais violentas do mundo, 41 estão na América Latina. Destas 41, 15 são brasileiras. O país mais violento é a Venezuela, com praticamente todas suas principais cidades figurando no ranking. Abaixo o link:

http://www.businessinsider.com/the-most-violent-cities-in-the-world-2013-11

A tendência é achar que a violência é causada principalmente pela desigualdade social. Falso.

A desigualdade tem sua parcela de culpa, mas não é de forma alguma o principal fator que gera violência. Este mito foi construído por ideologias de esquerda, que têm na exploração da desigualdade social a sua força motriz, e que estão infiltradas há décadas nas diversas esferas de comunicação, desde escolar e universitária até na mídia. Na universidade, a coisa é bastante sintomática; basta reparar como leem Foucault (um ideólogo barato) e o tratam como um semi-deus, e como usam Eric Hobsbawm como historiador confiável (outro propagador voraz de ideologias marxistas, chegando a justificar o genocídio stalinista). Nesse ambiente é formada a “elite intelectual” do país inteiro. E é justamente nesse ambiente onde se ensina a noção de que o bandido é um pobre coitado, oprimido pela sociedade cruel, e que, diante do seu infortúnio, não tem outra alternativa a não ser roubar e matar. Mas não pára por aí. Além de tentar justificar o crime, a ideologia esquerdista ainda o incentiva. Quando o banditismo é tratado como um ato revolucionário contra o “sistema”, aí temos além da sua justificação, o seu incentivo e até a sua glamourização.

Desde que Herbert Marcuse, pensador marxista da escola de Frankfurt, idealizou o bandido como o novo “proletário”, uma vez que a classe operária havia se desinteressado pela revolução (já que havia melhorado de vida justamente pelo avanço do capitalismo), a esquerda logo tratou de absorver esta noção, e absorveu de tal forma que a diluiu na sua literatura, tornando-a indistinguível.

E o que isso tem a ver com o fato de estarmos sob um regime de violência mais alarmante que o de guerras civis ou a guerra do Iraque? É simples. O banditismo por aqui é incentivado deliberadamente. Nunca foi tão fácil ser bandido como por essas bandas do mundo. Além de todo o arcabouço intelectual pró-banditismo, existe ainda o aparato legislativo que protege os malfeitores. Os “direitos humanos”, a punição aos policiais que reagem à violência com violência e a difamação ostensiva e panfletária anti-PM são nada menos que frutos desta intelectualidade revolucionária marxista moderna.

Portanto, quando assistirmos aos debates dos presidenciáveis, estejamos cientes de que aquilo não passa de um grande teatro, principalmente no tema de segurança pública. As promessas de combate à violência são completamente vazias, se resumindo em “aumentar investimentos e preparar melhor as polícias”. Isso obviamente não adianta se estamos inseridos em uma cultura de crime. Chegamos ao ponto bizarro de ver a candidata Luciana Genro (que mais parece uma militante de DCE) com conversinhas explicitamente doutrinárias, defendendo abertamente esta tese do bandido negro-pobre-oprimido pela polícia-malvada-fascista. Na visão dela, o pobre e negro tem o direito de ser bandido, e a polícia (que tem zilhões de negros em seu contingente), é apenas uma facção voltada a praticar uma perseguição racista. Isso é um tapa na cara tanto dos pobres e negros que trabalham duro e honestamente nesse país quanto dos policiais honestos que arriscam suas vidas todo santo dia para dar um mínimo de proteção ao povo, mesmo quando estão contra tudo e todos.

Enquanto continuarmos elegendo partidos de esquerda, principalmente estes ligados ao Foro de São Paulo (PT e PSB são dois deles e têm candidatos para o Brasil), continuaremos a presenciar tempos de violência e barbárie. De nada adianta um partido como o PT, alinhado ideologicamente às FARC e parceiros no FSP, prometer o combate a violência, se não pode sequer combater o tráfico de drogas, que é justamente monopolizado pelo grupo revolucionário colombiano. O PT inclusive se nega a reconhecer as FARC como organização terrorista. A América Latina é o lugar mais violento do mundo, justamente por ser o mais afetado por governos socialistas e todo o pacote das ideologias esquerdistas. A Venezuela, o pais que já vive um regime de socialismo pleno, é o mais violento, não por acaso. Das cidades americanas listadas, o caso Detroit é didático: a cidade é governada há décadas pela esquerda americana, que transformou o lugar num verdadeiro hospício e laboratório para aplicação de suas ideologias.

O Brasil é um país que tem dinheiro de sobra pra resolver seus problemas. O que impede o brasileiro de progredir é a sua própria mentalidade. Os brasileiros continuam dando seu voto de confiança à um pessoal que tempos atrás queria implantar uma ditadura socialista no país e passava o tempo explodindo bombas e assaltando bancos. Demos as chaves do cofre do Brasil à essa gente, e continuamos a aplaudir e paparicar estes falsos intelectuais, que só querem garantir seu status quo dentro desse circo de puro fingimento e histeria.

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3 Comentários

  1. A explanação acima fornece o verdadeiro diagnóstico do aumento da violência no país, principalmente nos últimos 12 anos. Deixando claro as causas do banditismo, a solução eficaz está na mudança da mentalidade da população, o que é muito difícil de ser resolvida a curto e médio prazo. Blogs como este, o do Professor Olavo, o do Reinaldo Azevedo e tantos outros, vem ajudando neste processo de conscientização.

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  2. Conscientização é a única coisa que esse texto não consegue oferecer.
    Baixo e vazio, usa de argumentos unicamente retóricos para sustentar alegações insustentáveis. Sua lógica é solapada pelo número de falácias que apresenta, pois faz somente atacar as pessoas que sustentam pontos contrários ao que o autor. Qualquer pessoa que tenha o mínimo de conhecimento em lógica sabe que essa é uma das formas falaciosas de discurso denominada ad hominem. O exemplo fica muito claro quando faz citações pedantes de Foucault ou Marcuse, pois escolhe somente palavras de seus estudos, cuidadosas e convenientemente articuladas de forma a descontextualizar os respectivos textos e a circunstância histórica que estavam inseridos.
    Gostaria que você realmente estudasse esses autores antes de ficar tachando e generalizando os trabalhos desses autores de forma nefasta e vil.
    Esse diagnóstico está longe de trazer a verdade que conforma a realidade e muito menos uma solução hábil para combater a violência que nós acomete.
    PS: Não que concorde com tudo o que os autores falam, mas ao menos se for fazer uma crítica que faça em relação a teoria e ao problema, não jogando com as palavras como um bom sofista.

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    1. “…usa de argumentos unicamente retóricos para sustentar alegações insustentáveis.”

      Judite — Argumentos retóricos? Alegações insustentáveis? Quais? Por que você já não as apontou?

      “Sua lógica é solapada pelo número de falácias que apresenta…”

      Judite — Quais falácias? Onde estão no texto?

      “Qualquer pessoa que tenha o mínimo de conhecimento em lógica sabe que essa é uma das formas falaciosas de discurso denominada ad hominem.”

      Judite — Já que você tem o mínimo de conhecimento em lógica, deveria saber que é você quem está recorrendo no “argumentum ad hominem”. Seu comentário inteiro é praticamente um “ad hominem” . Você me acusa daquilo que você mesmo faz. Vladimir Lenin deve estar orgulhoso de você.

      “O exemplo fica muito claro quando faz citações pedantes de Foucault ou Marcuse, pois escolhe somente palavras de seus estudos, cuidadosas e convenientemente articuladas de forma a descontextualizar os respectivos textos e a circunstância histórica que estavam inseridos.”

      Judite — Em nenhum momento fiz alguma citação desses autores (você sabe o que é uma citação?), muito menos com “palavras escolhidas”. Menos ainda “descontextualizei” os textos (que textos?) desses autores. Se eu realmente me dispusesse a fazer tais coisas que você acusa em sua alucinação, não seria num pequeno texto de blog.

      “Gostaria que você realmente estudasse esses autores antes de ficar tachando e generalizando os trabalhos desses autores de forma nefasta e vil.”

      Judite — Taxar Foucault de ideólogo barato não é nenhum exagero. Quanto mais se lê, mais isso fica claro. Seu sucesso em ambientes acadêmicos se dá pela confusão mental que ele provoca, utilidade esta muito bem aproveitada pela esquerda para a formação de seus militantes. E Hobsbawn é um stalinista assumido (queira você ou não). Não sou estudioso desses autores, mas já vi o suficiente. O meu receio é que você conheça muito menos do que eu.

      “Esse diagnóstico está longe de trazer a verdade que conforma a realidade e muito menos uma solução hábil para combater a violência que nós acomete.”

      Judite — Ok, mas novamente você não disse o porquê. E depois sou eu que sou o “sofista”. Você insiste em me acusar daquilo que você é exemplarmente. Você é um leninista de carteirinha.

      ———————————————————
      Aos leitores do blog:

      Respondo a este comentário inútil apenas como exercício ilustrativo daquilo que já comentei em outro artigo meu:

      https://politicasemfiltro.wordpress.com/2014/09/10/mentalidade-esquerdista-um-caso-da-psiquiatria/

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