O esquerdista funcional e seu ódio pelo “pobre de direita”

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Acabo de ver na timeline do facebook a seguinte frase:

“Não suporto pobre de direita – me sentindo frustrada.”

Fui averiguar o perfil da pessoa e não deu outra: mais um universitário de esquerda dos cursos de humanas desse “brasil véio”. Chamarei esta personagem da vez de Joane. Por que Joane se sente frustrada em ver um pobre que não seja de esquerda? Num primeiro momento, a resposta é simples. O esquerdista, ao ver um pobre “de direita”, logo pensa:

“Droga, meu discurso de ajuda aos pobres a partir do inchaço estatal e do aumento do poder político daqueles que eu apoio não está convencendo a todos.”

Num segundo momento, a resposta para a frustração de Joane não é tão óbvia. Joane foi ensinada na escola e na universidade de que o capitalismo é o mal maior que aflige os seres humanos. Sua mente está impregnada de discursos anti-capitalistas desde o ensino fundamental. Na universidade, o materialismo histórico e dialético é a visão de mundo predominante. Não é de se espantar, portanto, que Joane fique frustrada ao ver que o pobre, que na sua mente representa a velha figura do proletário oprimido, não compactue com suas ideias e soluções para o mundo. Na mente de Joane, o pobre ainda não entendeu que está sendo explorado por alguém que só quer abusar da mais-valia a qualquer custo.

Se Joane sente pena do pobre que não tem condições intelectuais de entender sua própria desgraça, existe ao mesmo tempo um nível intelectual acima que sente pena de Joane. Este nível intelectual corresponde aos teóricos e políticos de “alta patente” da esquerda. Estes sabem que a visão de mundo romantizada e utópica de Joane é uma ótima ferramenta a ser explorada, para atingirem seus próprios objetivos políticos, de prestígio e poder.

Devo admitir que o canto da sereia marxista é atraente, e seduz até os mais bem intencionados. Pessoas que realmente se preocupam com os outros costumam enxergar nas ideologias da esquerda a solução para os males do mundo. O problema é que a partir do momento em que se engajam nestas ideologias, imediatamente se esquecem dos pobres, e começam a se preocupar apenas com a pobreza. Aí reside uma sutileza diabólica, porém crucial para o entendimento de como funciona a mentalidade esquerdista. Num dos comentários no facebook, um amigo mata a charada:

“Socialista não gosta de pobre, socialista gosta de pobreza.”

Perfeito. A esquerda historicamente sobrevive de discursos sobre pobreza e riqueza. O combustível que os move é a DESIGUALDADE SOCIAL. Não admitem que pobres tenham o desejo de prosperar na vida sem a ajuda estatal, ou melhor, sem a ajuda do paizão socialista, representado pela figura do Estado onipresente. Não é à toa que quando levado às ultimas consequências, o esquerdismo cria ditaduras totalitárias, pois sempre tem pretensões de controlar tudo o que for possível. Por estes motivos, o esquerdista é avesso à ideia de caridade e mérito próprio, pois são as melhores formas de se sair da pobreza e não dependem de políticos ou intelectuais socialistas metidos a besta. Aliás, os ditos “intelectuais” marxistas jamais fizeram algo concreto em relação aos pobres. Pelo contrário, continuam a pregar sorrateiramente uma ideologia que só trouxe miséria e morte. Tudo o que sabem fazer é explorar as mazelas do povo para continuarem em seus cargos públicos ou patrocinados pela mídia estatal. Nestas horas surge uma pergunta interessante:

Com o fim da desigualdade social, esquerdistas voltariam para casa felizes como meros operários?

A resposta obviamente é não. Não há um esquerdista sequer que não deseje subir na carreira e ser um dos planejadores iluminados da “Nomenklatura”, a burocracia estatal que irá dirigir a sociedade e regulá-la, para que não se torne “desigual” novamente.

A verdade é que toda essa esquerda funcional, que Lenin chamava de “idiotas úteis”, são meros instrumentos de ação política da elite esquerdista, esta sim muito ciente do que é o marxismo e de suas estratégias de acúmulo de poder nas mãos de poucos dirigentes. Estes, com todo o poder nas mãos, irão determinar não só o destino econômico, mas o destino dos indivíduos nas mais variadas instâncias de suas vidas pessoais.

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38 Comentários

  1. Cesar Augusto · · Responder

    Excelente texto. Parabéns.

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      1. Prático e esclarecedor.

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  2. Muito bom o texto. Simples e direto ao ponto. É disso q a direita precisa pra se popularizar.

    P.S. Vcs podiam colocar um botão “curtir” nas matérias, é uma forma a mais de divulgá-las(quando a gente curte uma matéria, a curtida aparece na timeline…digamos q funciona como um “compartilhamento sutil” hahah). Abraço.

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    1. Obrigado Luis. Vou providenciar esse botãozinho. Dica importante!

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  3. Àqueles esquerdistas com um mínimo possível de consciência, provavelmente, caberá a reflexão. Para os pervertidos e doentes de paixão, caberá o revide com as mais repetitivas frases de efeitos e os velhos clichês de sempre. A verdadeira fuga da realidade por meio de um sonho delirante, eis o esquerdista enfermo.

    Parabéns pelo texto!!!

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  4. Texto bem interessante. Sofro isso, porq sou pobre e de Direita, os Esquerdistas adoram zoar com isso, mas não me ofendo, tenho a certeza de que eles são doentes mentais.

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  5. Belo texto! Apenas corrija a palavra “atoa” (flexão do verbo atoar = levar a reboque), por “à toa” (sentido de “ao acaso”).

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  6. Texto bastante apropositado. Realmente, todo mundo que quer ser bom e fazer algo pelo próximo acaba seduzido por ideologia revolucionária. É uma junção de falta de estudo e deslumbramento, fraquezas tão caras a nós brasileiros. Veja só, na teoria marxista, mais exatamente no livro “18 Brumário de Luís Bonaparte”, existe uma categoria social chamada de “lumpenproletariat”, o lumpen-proletariado, que surge do choque entre a industrialização e o meio agrícola. Sem conseguir se encaixar fortemente nem em um, nem no outro, forma-se um resíduo indefinido. São as pessoas revoltadas, inquietas, insatisfeitas que, porém, não acreditam em uma solução revolucionária para seus problemas. Na visão marxista tradicional, são pessoas sem ideologia (e, portanto, indesejáveis e perigosas). Na prática, acabam se tornando parasitas da classe dominante, seja quem for. O lumpen pode tanto votar no Tiririca, no Batoré ou no Maquito do Ratinho, como forma de protesto, como pode votar na Luciana Genro, “para dar chance a uma cara diferente e nova na política”, pois, “apesar de ser simpática à Cuba, está sempre falando em democracia e liberdade”… São essas pessoas que acabam decidindo as eleições. A teoria de Gramsci acabou suprindo, de muitas formas, esse vácuo de ideologia do lumpen, disseminando no ar ideias soltas do socialismo através das mídias, nos séculos XX e agora. Em horas cruciais, os pedaços de socialismo que aderiram à pele do lumpenzinato o leva a beneficiar algum tipo de esquerdismo, dependendo do arranjo mais forte do momento. O arrastão no Rio é o lumpen, o PCC instaurando toque de recolher em São Paulo é o lumpen, todo o mundo do tráfico é lumpen e naturalmente a maioria dos desempregados, meninos de rua etc. É uma questão tão complexa, que é difícil admitir uma linha objetiva, humana, mesmo por acumulação de fatores no tempo e no espaço, como determinantes dessa situação. É algo diabólico mesmo. Mas, que insistamos no estudo, que em alguns anos a situação vai melhorar. Muita coragem e sabedoria a todos!

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  7. Quanta merda, quanto pré conceito. Visão folclórica e ultrapassada da esquerda. Como a direita gosta de dizer que a esquerda gosta do “paizão estatal”. Logo quem…

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  8. Caro autor do texto:
    1) sua visão da esquerda é ultrapassada e caricata
    2) eu me enquadraria muito bem na Joane, mas sou de um curso de exatas – o que prova que essa sua intenção de esteriotipar que o esquerdista é aquele universitário de um curso de humanas que é cego pelo professor meio que não é verdade.
    3) pobre de direita frustra porque ele luta por uma realidade, ou ao menos a defende, que o explora. O pobre como eu, da favela como eu, filha da empregada, como eu, não deveria lutar pelos direitos dos patrões que se queixam de pagar um salário digno aqueles que limpam suas privadas e, adivinha, são de direita!
    4) pelo nível dos comentários dos seus seguidores, que se consideram o supra sumo da sociedade, mas dizem que os esquerdistas não merecem atenção porque são “doentes mentais”, não me admira o momento de proliferação de discurso de ódio que vivemos.

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    1. Suzana, veja bem:

      1 – A esquerda é em si própria ultrapassada e caricata, e não a minha visão sobre ela;

      2 – O “esteriótipo” do estudante de esquerda das humanas não surgiu do além. Até parece que você, sendo universitária, não sabe que esses cursos são monopolizados pelo pensamento de esquerda. Essa hegemonia das esquerdas nesses cursos independe do fato de você ser de exatas. E sim, nesses cursos o professor tem altíssima influência ideológica sobre os alunos. Não fosse assim, não existiria essa hegemonia;

      3 – O pobre de direita frustra o esquerdista pelo motivo que eu citei no texto: o esquerdista não tolera que o pobre tenha liberdade individual e independência do Estado, porque tudo o que ele quer é que o Estado seja soberano. Ele pensa que o pobre tem, por obrigação, de pertencer à algum coletivo de “explorados”, que inevitavelmente tem de ser protegido pelo poder estatal. Acontece que o discurso marxista do proletário explorado pelo patrão malvado é um chavão de esquerda extremamente cansado e já foi exaustivamente desmistificado. Esse discurso sim representa uma visão caricata e ultrapassada dos “capitalistas”. É engraçado que depois de ser demolido por inúmeros intelectuais do mais alto gabarito no século XX, o velho discurso marxista ainda tenha alguma credibilidade. No mundo real, porém, quando um sujeito consegue montar um negócio e prosperar, ele ajuda as pessoas ao seu redor dando emprego e renda à elas. E as pessoas são gratas por isso. Só na cabeça do militante de esquerda é que a relação patrão x empregado é sempre ruim, como se o empregador fosse sempre a figura caricata do explorador perverso e maligno que só quer foder com todos em nome do pecaminoso lucro. Isso é tão besta que já nem vale mais ser discutido. No fim das contas, o mais impressionante nem é esse discurso infantil, idealista e utópico, mas o apego que vocês tem pela miséria, fome e desemprego generalizado (sintomas de regimes de esquerda) e o desapego pela realidade histórica, que nos contam com clareza cristalina como é a história dos consecutivos fracassos do socialismo do último século;

      4 – Olha, não é exagero chamar o militante de esquerda de “doente mental” (apesar de o termo ser meio forte e sempre associado a quadros clínicos graves). Isso não é “discurso de ódio” (mais um jargão cansado papagaiado pela esquerda petista), mas um diagnóstico com respaldo na medicina psiquiátrica. Aqui no meu blog mesmo tem um texto a respeito disso. Trata-se do quadro clínico da histeria. A meu ver histeria não desperta ódio nas pessoas mentalmente saudáveis, e sim indiferença ou compaixão (por isso te respondo). Procure entender sobre o fenômeno psiquiátrico moderno da histeria, nos termos científicos, e faça uma auto análise. Meu conselho é que você rastreie a origem de todas as suas ideias, sempre fazendo a si mesma a seguinte pergunta: “como essa ideia surgiu na minha cabeça?”.

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      1. Prezada Judite,

        Acredito ser também mais uma Joane mas, como a amiga acima, também sou de exatas. Não sou rico, mas também nenhum pobretão.

        1 – Creio que o que é ultrapassado é essa visão direta/esquerda. O próprio falecido Enéas Carneiro, sabidamente dono de argumentação irrefutável, já questionava isso quando a Rede Globo espelhava sua imagem de “louco”. A história provou que capitalismo e socialismo são sistemas falhos e precisam uns dos outros quando começam a entrar em colapso. Sim, colapso. O socialismo nunca deu certo desde a sua concepção, e o capitalismo… Bem, basta olhar pra favelas do Rio que dá pra ver que se ele tivesse dado certo a realidade seria outra. O capitalismo falha na distribuição de renda, na igualdade de oportunidades. O socialismo falha na falta da liberdade de criar, escolher e empreender.

        2 – Você como blogueira é uma formadora de opinião. Se vai formar pro bem ou pro mal vai da sua ética. Mas independente de você concordar ou não, apesar de talvez haver grande número de “esquerdistas” nos cursos de humanas, não há monopólio por tal ideologia. Essa correlação não é forte o suficiente pra tal afirmação. Tenho duas graduações na área de exatas e curso e uma especialização e um mestrado, e te surpreenderia a quantidade de militantes de “esquerda” que conheço nelas.

        3 – Não seria muita inocência sua achar que os patrões, gozando de total liberdade e nenhuma obrigação trabalhista, acordariam numa bela manhã de sol e diriam “nossa, que dia lindo! Vou dar férias remuneradas pros meus empregados e mais 1/3”? Concordo que o Estado não deve ser tão intervencionista a ponto de burocratizar e amarrar tanto a livre iniciativa. Mas é preciso ter um Estado forte, que imponha limites e que resguarde os direitos do trabalhador sim. Se você tira isso, é questão de tempo até que voltemos a trabalhar 16 horas por dia, sem direitos, sem férias, sem folgas, sem nada. Voltaríamos ao século XIX.

        4 – Mais uma vez, esse tipo de discurso é de ódio sim. É muito entristecedor e muito baixo. Assim como tem gente imbecil na tal “esquerda”, tem na “direita” também. Acreditar no contrário sim beira a incapacidade mental. Gente imbecil tem em todo lugar. Tenho amigos alinhados com sua ideologia que são pessoas extremamente inteligentes, coerentes e esclarecidas. Já outros são absurdamente idiotas. O mesmo do lado daqui da “esquerda”. Então talvez você devesse refletir sobre isso, porque você ajuda a criar um Fla x Flu sim. “Ele é de esquerda? Nossa, apedrejem-no! É um idiota, não tem cérebro!”. Quê isso meu jovem? Estamos no século XXI, coisas assim já não nos cabem mais. Que tal se, em vez disso, você fomentasse o debate? Que tal se você criasse uma página política no Facebook e estimulasse discussões saudáveis sobre política? Escutasse os dois lados da moeda, refletisse, ponderasse? Eu já pensei como você, mas após sucessivas leituras e ouvir muitas pessoas de ambos os “lados”, hoje penso bem diferente. E amanhã posso pensar diferente de hoje. A vida é uma eterna (des)construção. Fechar-se a um pensamento antagonizando qualquer divergência não é sinal de inteligência, e sim de estupidez. Fica a reflexão, caso queiras.

        Grande abraço!

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      2. “Não seria muita inocência sua achar que os patrões, gozando de total liberdade e nenhuma obrigação trabalhista, acordariam numa bela manhã de sol e diriam “nossa, que dia lindo! Vou dar férias remuneradas pros meus empregados e mais 1/3””

        Eu não penso assim. Mas seria igualmente inocente achar que os patrões, gozando de total liberdade e nenhuma obrigação trabalhista, acordariam numa bela manhã de sol e diriam “nossa, vou escravizar todos os meus empregados”.

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  9. Basicamente, os esquerdistas usam a pobreza e os pobres como degrau ou trampolim para acessarem e/ou se manterem no poder. Mentem dizendo que combatem as classes sociais, quando na verdade simplesmente almejam se tornar uma nova classe dominante.

    Em todos os países com governos de esquerda, há uma elite esquerdista dona do poder que não admite concorrência e se comporta como classe dominante.

    Esquerdismo é uma doença mental baseada na exarcebação do ódio à propriedade alheia (mas não à propria), do desejo de roubar (que eles chamam de “expropriação”), na imputação de culpa a alguns setores específicos da sociedade. Sua visão é maniqueísta, como ocorre em qualquer corrente extremista, e considera todos os que não simpatizam com ele como sendo “da direita”.

    Os esquerdistas imaginam que tudo o que os ataca provém de um “complô da direita”, prova de que são loucos com aparência normal. Eles imaginam, insanamente, que o mundo é dividido em duas partes: a esquerda e a direita, como se só existissem essas duas forças em atuação na sociedade. Esse é um pensamento muito parecido com o dos religiosos que acham que o mundo é dividido em partidários de Deus e do Diabo.

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  10. Sabe o que é pior do que ‘pobre de direita’ ou ‘esquerdista fanático’? Gente que se acha grandes m***** por ter uma ideologia x ou y e se colocam em um pedestal moral, demonizando quem pensa o oposto com uma retórica rasa do tipo ‘pobre de direita alienado pelo patrão’ ou ‘esquerdistas são loucos que querem socializar a pobreza e dominar o mundo’. E aqui nesse blog o que mais vi nos comentários foi gente assim. Um monte de gente se achando o ápice da inteligência por ser de uma ou outra vertente sendo que o mundo é muito mais complexo do que esquerda x direita. Pior ainda é o pessoal conservador citando as ‘ditaduras de esquerda’ ao redor do mundo sendo que em muitos dos países europeus que tanto adoram pagar pau há políticas de esquerda assim como há políticas de direita e todo mundo convive bem.

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    1. Iafa, realmente esse negócio de direita x esquerda revela pouco sobre o que realmente se passa no mundo. Mas certas coisas estão bem definidas na esquerda e na direita, e isso devemos levar a sério. Eu costumo pensar que a esquerda tem um pacote ideológico rígido, pouco flexível, que vez ou outra é expandido pelos seus intelectuais. Já a direita não tem esse pacote ideológico; as ideias de direita geralmente são pautadas pelas ideias da esquerda. O que quero dizer é que a direita está sempre “reagindo” às transformações que a esquerda tenta impor.

      O que se observa historicamente é que as políticas de esquerda tem transformado o mundo pra pior a longo prazo, isso tanto no campo político, econômico e social. No campo político, a esquerda age para a concentração de poder do partido (o que levou muitas vezes a ditaduras); no campo econômico, age no sentido da burocratização e regulação da economia, colocando freios ao avanço econômico com a desculpa de que estão “protegendo” os mais fracos; no campo social, age no acirramento dos conflitos de classe, criando um clima de tensão e divisionismo social que os interessa pra se manterem no poder.

      Eu particularmente não acho que estou “no ápice da inteligência” por saber essas coisas, até porque são coisas bastante simples. O problema aqui não é de inteligência, mas de informação. O que temos denunciado o tempo todo, tanto na mídia quanto na academia, é que essas informações são boicotadas, e que a visão ideológica da esquerda tem dominado esses ambientes.

      Quanto aos conservadores, não vejo o porquê devem parar de citar as ditaduras de esquerda, uma vez que elas ainda existem, e que elas são o fim último de qualquer regime político de esquerda, mesmo desses que se disfarçam de democracia. O conservadorismo é a negação ferrenha do utopismo e da visão ideológica de mundo. Os conservadores acreditam que nenhuma ideologia é capaz de abarcar toda a realidade, que é infinitamente complexa. Por isso atacam veemente tudo o que se compreende por esquerdismo. A esquerda oferece visões de mundo ideológicas, o que já é errado pro conservador, seja qual for a ideologia. Quando se analisa de perto as ideologias, aí a coisa fica muito pior, pois se vê claramente que elas tem a única intenção de introduzir interpretações da realidade que favoreçam a conquista do poder político.

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  11. Prático e esclarecedor.

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  12. Judite seus comentários e de alguns leitores enriqueceram ainda mais o texto. Só esse ano, por conta da crise política que vivemos, busquei me informar e me dei conta do que realmente alicerça a esquerda. Seus embasamentos teóricos, ideológicos e as consequências na sociedade me deixam cada vez mais estarrecido. E a maior tristeza e ver que tanta gente é enganada pelo comunismo, sem saber dos grandes males que este regime já causou ao redor do mundo…

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  13. Sugiro a leitura do livro “Os segredos da mente milionária”, este livro conseguiu desmistificar a questão do “pobre de direita” que a esquerda tanto fala. Mostra o quanto estamos programados para pensar de determinado modo relacionado a dinheiro, a pessoas ricas e etc. E mostra o quão prejudicial é a imagem negativa que alguns possuem sobre as pessoas ricas.

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  14. Alexandre Lopes · · Responder

    Judite, me considero de esquerda e gostaria de, civilizadamente, fazer algumas críticas a algumas ideias defendidas por vc.
    Bom, em primeiro lugar, acho equivocado a, talvez deliberada ,confusão que vc faz entre esquerda reformista e revolucionária. Vc pega elementos de uma vertente e de outra, mistura conceitos, faz uma explanação contraditória sobre pensamento de esquerda e arremata tratando a esquerda como um bloco monolítico. De fato, a militância de partidos de esquerda pequeno burgueses, como o PSOL, é demasiadamente confusa e utopista. Mas isso se deve às condições de classe dessas pessoas ( a realidade molda as ideias ) . São indivíduos criados na bonança e , portanto, tem dificuldade de fazer uma análise verdadeiramente materialista da sociedade, razão pela qual acabam se tornando massa de manobra de partidos que fazem demagogia socialista, como o PSOL.
    Outro ponto que eu queria criticar é essa bobagem, segundo a qual o pensamento de esquerda nos conduz a regimes totalitários. Regimes totalitários podem surgir de tentativas fracassadas de implantar o socialismo. Vale lembrar que o socialismo é a socialização da riqueza e não da pobreza e também não pode ser implantado apenas numa fração do globo terrestre. Não seria muito difícil implantar o socialismo numa economia semifeudal e que sofreu agressões de potências imperialistas, como a Rússia? Não seria complicado implantar o socialismo uma Ilha plantadora de cana de açúcar e que enfrenta, há mais de 5 décadas, um embargo imperialista?
    Nesses casos, não acha inevitável a burocratização e recrudescimento do regime político, de modo a torná-lo internamente autoritário e ainda a conservar as formas de exploração do homem pelo homem?
    Outra coisa, nós não nos opomos a ajudar pessoas pobres por fora do Estado. Apenas vemos a filantropia ou caridade burguesa como uma maneira de legitimar uma sociedade estruturalmente opressora e , de quebra , essas medidas fazem com que a gente deixe de olhar a pobreza como um fenômeno socioeconômico, vendo-a como uma questão moral, isto é, para sair da pobreza tem que querer, mas a caridade também é indispensável para mudar esse quadro. É, portanto, uma visão ambígua e rasa.

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    1. Alexandre, te desafio a me mostrar alguma vertente de esquerda que não seja revolucionária. Já te adianto que você não vai encontrar. Se há uma esquerda fazendo “reformas”, está dentro de um contexto revolucionário. Isso é 100% certo.

      Sua tese de que os meninos ricos do PSOL têm dificuldade de analisar o materialismo vai contra a tese marxista, que diz que a classe mais materialista é justamente a classe burguesa. Não é que esses meninos tem dificuldade de analisar o materialismo; eles tem dificuldade de analisar qualquer coisa.

      Você critica a confusão e utopismo dos psolistas, mas defende teses confusas e utópicas, como “socializar riqueza e não pobreza”. São João Crisóstomo, no século IV, já refutou essa tese:

      “Deveríamos buscar os reis e príncipes para consertarem as desigualdades entre os ricos e os pobres? Deveríamos exigir que soldados viessem e tomassem o ouro do rico para distribuir entre os seus próximos destituídos? Deveríamos implorar ao imperador para que crie um imposto para os ricos, tão grande que os reduza ao nível dos pobres, e então compartilhe o que foi coletado por este imposto entre todos? A igualdade imposta pela força não produziria nada, e faria muito mal. Aqueles que possuem ao mesmo tempo corações cruéis e mentes astutas logo encontrariam formas de enriquecerem novamente.

      Pior ainda, o rico cujo ouro foi tomado sentiria-se amargurado e ressentido, enquanto o pobre que recebe o ouro das mãos dos soldados não sentiria gratidão, porque não teria sido a generosidade que originou o presente. Longe de trazer qualquer benefício moral para a sociedade, iria, isso sim, trazer um grande mal moral. A justiça material não pode ser obtida à base de força. Não haveria mudança de coração. O único modo de alcançar a verdadeira justiça é mudar o coração das pessoas primeiro – e então elas irão alegremente compartilhar sua riqueza.”

      É uma ideia infantil achar que podemos distribuir os frutos de quem trabalha mais, poupa, arrisca tudo o que tem, cria emprego e renda e pedir pra que o sujeito continue fazendo isso depois de ser roubado “em nome da igualdade social”. Toda vez que regimes socialistas tentam fazer isso, o que acontece é um colapso econômico, pois a atividade econômica é desestimulada ao extremo.

      Se você, ainda, diz que Cuba sofre um “embargo imperialista” há cinco décadas, você está tão mal ou pior que a molecada utopista do PSOL. Quem é que ainda acredita neste conto da carochinha? Cuba pode comercializar com todos os países do mundo, e não comercializa com os Estados Unidos POR DETERMINAÇÃO DO PRÓPRIO REGIME. Fizeram a revolução CONTRA esse comércio, que havia antes e que tornava Cuba o terceiro país mais desenvolvido das Américas. Cuba não tem comércio com ninguém porque o regime socialista SUFOCA qualquer mínima atividade. Eles não têm o que oferecer. A principal fonte de renda da ilha vem de cubanos que mandam remessas de dinheiro de Miami pra familiares e das exportações em regime de semi-escravidão dos “médicos”. O mesmo processo de deterioração está acontecendo neste exato momento na Venezuela. Nessa semana o ditador Maduro mandou prender empresários e fechar fábricas. O povo já passa necessidade de suprimentos básicos, e o governo tem dificuldade de fornecer energia elétrica. Esse é o socialismo rapaz. Acorde.

      Por último, a esquerda odeia a caridade pois é, acima de tudo, um dos principais fundamentos cristãos de sociedade, e cristianismo é o inimigo número um do socialismo. Caridade legitima a opressão? Bom, eu não vejo no rosto das pessoas que são ajudadas a sensação de estarem sendo oprimidas. Toda ajuda é bem vinda, e obviamente não é só a caridade que resolve o problema da pobreza. O que a esquerda faz é monopolizar e instrumentalizar a miséria (que na maioria das vezes ela mesma cria) e trabalhar politicamente em cima disso em busca de poder. Enfim, é uma podridão moral sem fim.

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  15. Alexandre Lopes · · Responder

    Judite, você é uma direitista bem preparada, mas seus sofismas não resistem a uma análise mais acurada, senão vejamos:
    – sua tese segunda a qual o reformismo de esquerda está dentro de um contexto revolucionário é falsa. A esquerda revolucionária não se opõe ao reformismo, apenas alerta os trabalhadores para não se contentarem com essas conquistas, justamente porque nenhuma conquista social num regime capitalista é estável, em função das crises cíclicas de superprodução. Por outro lado, a esquerda integrada ao regime burguês – e o PT é um ótimo exemplo – faz da conciliação de classes e do reformismo o seu substrato. O PT nunca ameaçou o regime político burguês, muito pelo contrário, sempre esteve absolutamente comprometido com a sua estabilidade.
    Seu crítica aos meninos do PSOL de que eles têm dificuldades de entender qualquer coisa, inclusive o materialismo de Marx se choca com a sua ideia anteriormente aventada de que a burguesia é a classe social mais materialista e , portanto, não faria sentido a minha crítica a militância do PSOL. Veja, eu disse que a moçada do PSOL foi criada na bonança e, por isso, tem dificuldade de analisar as contradições sociais, sob um prima marxista. Em nenhum momento, eu disse que eles compunham os setores dirigentes da sociedade. Quando for articular um sofisma, da próxima vez, tome mais cuidados com as incongruências em que vc pode incorrer.
    Toda a farofada que você suscitou em torno da distribuição da riqueza, a partir de uma perspectiva moral é risível. Marx dizia que o capitalismo cai pelas próprias contradições, ou seja, seu enfoque era científico. Tendo em vista às sucessivas crises de superprodução das economias mais desenvolvidas, as guerras imperialistas a que isso leva etc. , chegaria o momento em que esse regime iria se desagregar e todo o excedente material produzido, não pelo rico como vc diz, mas pela classe trabalhadora seria redistribuído. Esperar generosidade de um parasita é algo esdrúxulo. Portanto, não use premissas falsas para me acusar de ser infantil.
    Ourro argumento falso foi esse de que Cuba boicotou os EUA. Hahahahaha… qual seria o impacto do boicote de Cuba aos EUA? Assustador para o tio Sam, não acha? Essa sua estratégia de transformar oprimido em opressor é típica da moral cínica da burguesia. Deixe-me esclarecer outra coisa : A ” opressora ” Venezuela não passa de um país, hoje, comandado por um nacionalismo burguês fruto da insatisfação do povo Venezuelano, a exemplo do que ocorreu em vários países latinos, com a política de rapina do imperialismo denominada ” neoliberalismo ” .
    Por fim, quem cria e instrumentaliza a miséria é o capitalismo, ao alijar as massas dos frutos do SEU trabalho e defender, em momentos de crise, paciência e calma para superar a crise criada pela própria burguesia cujo ônus é jogado nas costas da classe trabalhadora. E o trabalhador só aceita isso, porque é manipulado por toda a podridão moral que preexista ao capitalismo e foi por ele assimilado ( preconceitos de toda a ordem, moralismo religioso, sexualidade reprimida e muitos outros ) . Portanto, minha filha, quem tem que acordar e para de falar bobagem é vc!

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    1. 1 – A esquerda adora citar as “crises cíclicas do capitalismo”, mas nunca falam da causa dessas crises, que foi sempre a interferência indevida ou ingerência estatal na economia. O século XIX teve capitalismo relativamente livre e não houveram “crises cíclicas”. Até a crise de 29 o mundo vinha se enriquecendo e distribuindo renda formidavelmente de forma contínua. O que a esquerda esconde é que a própria crise de 29 foi causada pelo aumento de crédito e subsídio do governo, que causou um enorme desequilíbrio na relação de produção x consumo. Isso é básico pra quem estuda economia. A mesmíssima coisa aconteceu na crise imobiliária do governo Obama. Empresários não saem por aí superproduzindo sem motivos, sem demanda de mercado. Quando isso acontece, o governo está liberando crédito de um lado de o do outro garantindo: “eu pago se der merda”. Ao invés de ficar lendo gibis de esquerda (que vocês gostam de chamar de livros), leia livros de verdade, de história real. Você pode constatar essas coisas sozinho. Esse discurso manjado que você adota apenas serve pra legitimar o controle estatal da economia (essência do socialismo moderno). A esquerda cria as crises com uma mão e oferece os “remédios” com a outra. Incrível você não perceber que o “remédio” é sempre mais intervenção, ou mais socialismo.

      2 – Marx dizia que o capitalismo cairia pelas próprias contradições. Pois é. Ele errou. E ele constatou seu erro ainda enquanto escrevia suas teses. Por isso mesmo forjou dados econômicos, os quais ele tinha pleno acesso nas melhores bibliotecas da época. Marx deturpou os dados para fazer a realidade encaixar na teoria, quando deveria fazer uma teoria que se encaixa na realidade. Ele fez isso porque viu que o capitalismo, ao contrário do que tinha previsto, estava melhorando as condições dos trabalhadores, ao invés de mergulhá-los cada vez mais na pobreza. Você chama fraude de ciência? Eu não. O marxismo não é científico. É apenas uma ideologia de poder e de ódio contra a civilização ocidental.

      3 – Sobre Cuba, a revolução castrista foi contra o livre-comércio com os EUA, sobre o pretexto de que esse comércio estava explorando os cubanos. Ficaram pobres sem esse comércio, e depois passaram a adotar o discurso do embargo. Cuba era sim o terceiro país mais desenvolvido, com alta taxa de alfabetização já antes da revolução e uma das culturas mais pujantes, cultura essa que foi aniquilada pelo regime comunista, que enxerga em tudo uma conspiração anti-revolucionária. Não é por menos que dizimaram 80 mil cubanos. Enfim, comunistas são genocidas em busca do poder total a qualquer custo. Isso é história. Pergunte aos cubanos que conseguiram fugir. Deixe de ser alienado.

      4 – Um momento: você está dizendo que Nicolás Maduro é um “nacionalista burguês”, capitalista de moralidade religiosa e sexualidade reprimida, exercendo a política imperialista do neoliberalismo? Rapaz, isso é a coisa mais insana e delirante que eu já li em todos esses anos de internet. Retiro o que disse. Você não está no mesmo nível dos meninos do PSOL. Isso aí que você disse já é caso da psiquiatria.

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  16. Alexandre Lopes · · Responder

    Querida, dizer que Cuba era o terceiro país mais desenvolvido das Américas, antes da revolução Cubana, é de cair para trás. Cuba era um país extremamente empobrecido e dominado por uma ditadura sanguinária que oprimia a população ( ditadura de Fulgencio Batista ) . Cuba, nesta época, não passava de um bordel dos EUA. É isso que você chama de terceiro país mais desenvolvido das Américas?

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  17. Galera, muitas políticas de esquerda estão ultrapassadas bem como muitas políticas de direita também. Basta olhar para os EUA e China. São dois extremos atuais que mostram bem o flagelo da humanidade.

    Eu diria que a social democracia (como vista na europa) é o caminho, porém eles estão sendo engolidos pela china e por sua política bélica.

    Acho que o caminho é o centro, porém ninguém gosta do centro, que se dane o centro, vamos brigar né?

    Escutem qualquer discurso que o Lula faz para o próprio partido, escutem o discurso que FHC dá para o próprio partido e verão que essas pessoas são muito mais admiráveis do que vocês imaginam. Mas precisam escutá-los por pelo menos uma hora ou duas rsrs.

    Um abraço!

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    1. Você diz que o caminho é o centro e logo em seguida pede para ouvirmos dois comunistas…

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  18. Marcos Leitao Chamis · · Responder

    Seguido eu leio/escuto “nao entendo como pode um pobre ser de direita” entao me questiono mentalmente: Seria melhor ser pobre nos EUA ou na Venezuela? Trabalhar como empregado domestico na Holanda ou em Cuba? Sei que uma analise politica precisa ser muito melhor detalhada e que o capitalismo tem diversas falhas, mas ja da pra ter uma ideia com essas perguntas!!!

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  19. Luiz Carlos Jr · · Responder

    Parabéns pelo texto e pelos comentários!!!

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  20. Sacadura Cabral · · Responder

    Os políticos comunistas como Lula e FHC (segundo a experta esperta) devem ser mesmo muito incompetentes. Governaram durante tanto tempo e no fim dos seus governos o Brasil continuava a ter mercado livre e propriedade privada. Coitados, comunistas que nem comunistas sabem ser, faltaram às aulas com o Tio Stalin. Mais ridículo que isso só alguém chamar de direitista bem preparada a uma ignorante que nem sabe que se pode ser de esquerda e capitalista (90% da esquerda no mundo ocidental é social democrata na matriz do partido democrata americano), ri horrores aqui.

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    1. Quem inaugurou o capitalismo de estado foi Hitler, e o capitalismo de estado é o socialismo moderno, copiado mundo afora e aplicado até hoje, com fachadas diferentes, esmaltado e envernizado. E até hoje aparecem estes seres do submundo das ideias proclamando que o nazismo, um regime socialista quase perfeito, é a maior expressão política da “extrema-direita”. Nesse sentido, Lula e FHC foram incompetentes em aplicar o socialismo moderno (capitalismo de estado) na medida em que não conseguiram o controle da economia que queriam, nem sequer definir o quanto deveriam estrangular a economia sem deixar que ela definhe. Mas eu não os culpo, pois esse é um dilema invencível. O controle estatal da economia sempre resultará no seu estrangulamento. Fazer socialismo ao mesmo tempo em que se deixa a economia crescer é um paradoxo intransponível, pois uma coisa é contrária a outra. No fim das contas, o sucesso do socialismo é alcançar a ditadura do partido único, e nesse ponto, o PT chegou bem mais longe que o PSDB, até porque a linhagem social-democrata deste último não tem tais pretensões; suas pretensões se limitam a administrar a pobreza social, enquanto que as pretensões petistas coincidem com as de Fidel Castro, Hugo Chaves e Maduro.

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  21. Sacadura Cabral · · Responder

    Ahhh… Agora entendi, Orange is the New Black, chama-se de comunismo algo que não tem nada a ver com comunismo e de comunistas pessoas que eram obviamente capitalistas, no caso de FHC isso é tão evidente que é impossível não rir de quem lhe chama isso, tudo isso para justificar o injustificável. Um conselho (se o quiser claro): use o termo esquerdista ou esquerdeopata, consegue o mesmo objetivo: obter aplausos de quem concorda e de irritar que discorda sem passar por uma total ignorante. Na lógica se há A implica B não quer dizer que B implique A. Há países ditos comunistas que praticam o capitalismo de estado para manter as suas oligarquias mas isso também acontece até na Europa sempre que partidos fora da matriz liberal estão no poder, obviamente que qualquer semelhança entre os dois cenários é pura coincidência. =) Enfim… FHC, esse tucano comunista! Deve cantar a internacional socialista pelo bico =))) ahahahahha…

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    1. Pois então vá lá e corrija o FHC e diga que ele não é comunista coisa nenhuma. É você quem define essas coisas. Deve ser algum membro do Politburo. Corra, vá lá e excomungue esse tucano neoliberal, certamente um herege da grande seita comunista!

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  22. Judite, essas Joanes que acham que pobre não pode ser de direita com certeza jamais ouviram alguma coisa diferente da lenga-lenga marxista com que foram doutrinados (nem digo que foi lavagem cerebral pois, se tivessem cérebros e os pusessem em uso, jamais aceitariam tamanha xaropada!). Caso tivessem um pouco mais de informação, poderiam ter ouvido algo como o que disse Margaret Thatcher, “o socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros”, ou, se preferirem algo mais popular, o que disse Joãozinho Trinta, “pobre gosta é de luxo; quem gosta de miséria é intelectual”!

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    1. Olha, em muitos casos a lavagem cerebral não é só de informação, mas de cinismo também. Hoje a informação é abundante. Essas pessoas continuam a repetir essas coisas não por ignorância, mas por malícia. Aprenderam a ser maliciosos e cínicos, e mentirosos histéricos. É uma doença mental adquirida com uma boa dose de responsabilidade própria.

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  23. Vaselina ou areia? Cada um escolhe o que mais lhe aprouver.

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