O apreço pela Liberdade

Já repararam como os americanos estão sempre falando em liberdade? Dá pra ver isso nos filmes deles. Mel Gibson, no filme Coração Valente, interpreta o guerreiro William Wallace, que luta contra exércitos ingleses de Eduardo I clamando pela liberdade dos escoceses. Já no filme O Patriota ele interpreta Benjamin Martin, um fazendeiro que se rebela contra o império britânico e luta pela independência americana, clamando pela liberdade do seu povo. Até em filmes como Independence Day o discurso de liberdade vem à tona. Bill Pulman, interpretando o presidente americano Thomas J. Withmore, faz um discurso motivador sobre a liberdade diante da ameaça extra-terrestre. Talvez o exemplo mais emblemático seja no filme O Senhor dos Anéis, que apesar de ser baseado na obra de J. R. R. Tolkien, foi bem assimilada pelos americanos. Em certo ponto do filme Frodo, a menor das criaturas da Sociedade do Anel, é questionado sobre sua jornada tão perigosa e quase suicida; ele responde dizendo que tudo aquilo era necessário, pois sua adorada terra natal, o Condado, jamais seria como antes se o mal que crescia àquela altura prevalecesse na Terra Média. Enfim, os exemplos são inúmeros.

Eu sinceramente não entendia essa preocupação excessiva que os americanos têm com a liberdade. Mas de uns tempos pra cá passei a entender. Tem coisas que nós só sentimos falta quando perdemos. E estamos prestes a perder a nossa liberdade. Não é brincadeira, nem paranoia. É coisa muito séria. Nós, aqui no nosso querido país, não estamos perdendo a nossa liberdade pela espada ou pela guerra. Nós estamos VENDENDO nossa liberdade a preço de banana. Pode demorar dez, vinte ou cinquenta anos, mas no caminho que estamos seguindo, nossa liberdade será tirada. Se esse processo não for freado, inevitavelmente cairemos em um regime ditatorial.

Nós brasileiros talvez não tenhamos tanto apreço pela liberdade, porque de fato nunca a tivemos plenamente como os americanos, cuja nação foi fundada sobre o princípio da liberdade. Basta ler a Constituição deles. Por aqui é diferente; sempre tivemos governos maiores que o próprio povo, e isso vem desde o Império. Mas foi após a Independência que isso se agravou. Com a proclamação da República, o maior mal do Brasil, o POPULISMO, encontrou a brecha para crescer absurdamente, e fez ascender ao poder gente autoritária, que ludibriados pela própria megalomania, se achavam (e ainda se acham) os detentores da salvação da pátria, retirando das mãos do povo o próprio poder de prosperar. Mesmo assim, graças a Deus, nossas liberdades nunca foram severamente tiradas. Sempre houve, para a população comum, mesmo regime Vargas ou no regime militar, a liberdade suficiente para se viver dignamente.

O partido que nos governa hoje tem confessadamente o caminho de um populismo socialista autoritário como rota para seu governo. É o mesmo caminho dos nossos vizinhos continentais. Várias pessoas estão alertando sobre o que está ocorrendo na Venezuela, país mais avançado na ditadura socialista, onde nem eleições existem mais, mas apenas um plebiscito de faxada, que elege sempre a mesma turma. O país está se mergulhando numa crise profunda, e os venezuelanos estão sem meios de reagir. Mais de duas mil prisões políticas já foram feitas, e as manifestações do povo foram duramente reprimidas. Em dois meses de manifestações, mais de 50 pessoas morreram. A guarda pessoal de Nicolás Maduro não usa bala de borracha.

A semente por aqui já está plantada. O povo brasileiro é totalmente indefeso à acensão de governos desse tipo. Ao contrário dos americanos e vários outros povos ao redor do mundo, que conquistaram sua liberdade e prosperidade à duras penas, não temos a noção do perigo das ameaças à nossa liberdade. Somos facilmente enganados pelo populismo que nossos governantes praticam. Somos como a mulher traída, que sempre aceita o marido cafajeste e violento de volta, depois de um discurso bonito. Nesse momento somos ainda mais ingênuos; somos como a criança que é atraída pelo sequestrador, que lhe oferece um doce.

A história está aí, pra qualquer um ver, que não se brinca com regimes socialistas. Talvez nós brasileiros tenhamos que lutar seriamente pela nossa liberdade em breve. A única ferramenta que temos nesse momento é o voto.

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