A insistente e fracassada tentativa da esquerda de se livrar do nacional-socialismo

A velha polêmica envolvendo o nazismo e seu suposto posicionamento no espectro político nunca termina, não pela sua discutibilidade, mas pela insistente recusa dos fatos. Apesar da tese “o nazismo era de direita” ter sido exaustivamente refutada nos últimos tempos, a esquerda continua trazendo a discussão à tona, sempre partindo do zero, e sempre repetindo propagandisticamente as mesmas argumentações que já foram demolidas, numa tentativa desesperada de se livrar das consequências históricas de um regime inevitavelmente de esquerda.

O argumento mais recorrente dos esquerdistas é aquele que afirma que, se existia anti-marxismo no nacional-socialismo, logo este era um “socialismo de direita”. A ideia de um socialismo de direita já é por si só absurda, já que a direita genuína sempre foi economicamente liberal, em maior ou menor grau, e sempre rechaçou veementemente qualquer forma de ideologia coletivista. O anti-marxismo não é um parâmetro suficientemente determinante para despejar na direita qualquer ideologia que se queira.

Não há o que se discutir sobre o anti-marxismo de Hitler, que aparece de forma inegável em sua auto-biografia, Mein Kampf. Alguns que a leem percebem que a mente de Hitler era uma mistura de uma lucidez exemplar com uma confusão paranoica e diabólica. Sua lucidez é notável diante da sua percepção do que é o marxismo e suas consequências; ele faz diagnósticos muito acertados. A paranoia dá lugar à lucidez quando ele associa quase que exclusivamente o marxismo ao judaísmo. Para ele o marxismo era um plano de dominação mundial elaborado pelo “judeu” Karl Marx, para o usufruto da elite judaica, que não por acaso dominava financeiramente a Alemanha da época. Confusamente, ele ignora o próprio antissemitismo de Marx, ao mesmo tempo em que admite usar os métodos revolucionários marxistas em sua própria revolução nacional-socialista.

O marxismo é de fato uma “peste”, como Hitler a descreve em alguns momentos, que pode se alastrar como epidemia em qualquer conjunto da sociedade. O erro de Hitler foi achar que o vetor desta doença era exclusivo da “raça” judaica. A realidade atual já basta para nos mostrar que a peste marxista se alastra em qualquer ambiente, mesmo que ali não tenha um único judeu sequer.

A ligação que Hitler denunciava entre o judaísmo e o marxismo na Alemanha do começo do século passado era apenas circunstancial, assim como o marxismo latino-americano hoje é exercido por toda sorte de pessoas, sem nenhuma homogeneidade racial ou qualquer outra coisa em que se queira classifica-las. Hitler imaginou que, eliminando os judeus enquanto raça, estaria eliminando o que ele mais condenava no marxismo. Daí para o extermínio em massa foi uma questão de tempo. Começaram a matar qualquer judeu, mesmo que este jamais tivesse algum contato com a ideologia marxista, como se o simples fato de ser judeu já fosse uma pré-disposição infalível à esta inclinação ideológica.

Os marxistas sempre rotularam tudo o que é anti-marxista ou mesmo não-marxista de “direita” ou termos sinônimos, dando a ideia de que se algo não está em concordância com o movimento revolucionário, só pode ser de direita elitista pró-capitalista e anti-revolucionária. No Brasil, vários marxistas chegam ao ao ponto de dizer que o PT não é um partido de esquerda, ao mesmo tempo em que não conseguem distinguir a agenda cultural marxista sendo cumprida com grande sucesso. Não conseguem enxergar o processo de revolução cultural em andamento porque se desenrola gradual e lentamente, ao contrário do processo revolucionário radical da teoria marxista original.

Mais interessante ainda é lembrar que, mesmo entre os comunistas ortodoxos, a pecha de “direitista” era recorrentemente usada em suas brigas internas, divididos em suas mais variadas correntes ideológicas, cada uma segura de que carregava o verdadeiro estandarte da revolução profetizada por Karl Marx.


Sugestões de Leitura:

Artigo: O Antimarxismo de Hitler prova que ele era de direita?
http://mundoanalista.blogspot.com.br/2013/09/o-antimarxismo-de-hitler-prova-que-ele.html

Livro: Leandro Narloch – Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo

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3 comentários

  1. italorabelo (@ItaloRabelo_) · · Responder

    Gostaria muito que esse blog comentasse o texto do CRETINO juca kfouri sobre o panelaço à Dilma, que, segundo ele, é fruto do ódio da elite branca. Esse excremento omite de seus comentarios os roubos, a corrupção, o desgoverno do PT, e tenta manipular as classes socias brasileiras para que entrem em guerra, em prol de um projeto de poder esquerdista.

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  2. Falar que Hitler era de direita porque não concordava com o marxismo é a mesma coisa que falar que o integralismo não era de direita porque é estatista.Essas antas não percebem que tanto na esquerda quanto na direita existem várias vertentes;mais liberais ou mais estatistas.

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  3. E eles não se cansam, agora usando fontes como Mises e Hayek.

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