O Foro de SP nas palavras de um petista

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Estava há pouco a ler partes do livro “A estrela na janela – ensaios sobre o PT e a situação internacional” de Valter Pomar. O livro se encontra disponível no site do Foro de SP, em formato pdf:

http://forodesaopaulo.org/wp-content/uploads/2014/09/A-estrela-na-janela-Final.pdf

Antes de tudo, fui buscar informações wikipédicas a respeito deste sujeito, e eis que encontro a seguinte informação:

“Entre 2005 e 2009, Valter Pomar esteve à frente da Secretaria de Relações Internacionais do PT e desde então até os dias de hoje ocupa o cargo de Secretário Executivo do Foro de São Paulo, desempenhando, nestas funções, importante trabalho de interlocução política do PT com as forças de esquerda no mundo todo e, em especial, na América Latina.”

Encontrei um trecho no livro que me despertou atenção (pág. 85-88), no qual o autor descreve sua exposição no encontro em Caracas, Venezuela, num dos eventos do Foro de SP. Irei comentar algumas partes que considero bastante esclarecedoras. Vejamos:

Vou começar minha exposição debatendo como enfrentar a contraofensiva da direita.

Esta contraofensiva não é uma surpresa.

Já no XIV Encontro do FSP, percebemos que, em 2009-2010, viveríamos um ciclo eleitoral principalmente em países governados por nós. Ou seja, a direita poderia derrotar nossos governos; enquanto o contrário seria mais difícil.

Percebe-se, logo de cara, que de fato existe um planejamento estratégico de nível continental, no qual a esquerda se articula para derrotar a “direita”. Observem o trecho “em países governados por nós”. Se o autor, na ocasião, discursava para uma platéia do Foro de SP, a palavra “nós” se refere a eles mesmos, os membros da entidade. Temos aqui, portanto, a confissão aberta de que a entidade governa países da América Latina. Sigamos adiante.

Colaborar para que as esquerdas do México, Colômbia e Peru se fortaleçam e ganhem as próximas eleições; apoiar os setores populares em Honduras, Guatemala, Paraguai etc.; não perder nenhum governo para a direita (independente das opiniões que possamos ter sobre os limites de cada um destes governos, qualquer derrota será uma vitória de nossos inimigos); aprofundar o processo de mudanças, mas considerando atentamente a correlação de forças; e acelerar a integração continental (o que, no limite, é nosso principal trunfo).

Não perder nenhum governo para a direita, por pior que seja o governo de esquerda: este é o objetivo. A ordem é não perder terreno para os “inimigos”. O aprofundamento das mudanças rumo ao socialismo continental é apoiado até o limite, o qual seria o “principal triunfo” da organização.

A contraofensiva da direita é uma decorrência lógica da crise internacional e do declínio da hegemonia estadunidense; eles precisam recuperar o controle de seu “pateo trasero”; e para isso precisam deter e reverter as mudanças que estão em curso no continente.

Aqui temos o velho discurso anti-americanista. O uso do termo “estadunidense” já indica um certo antiamericanismo chulo. Mesmo que o declínio americano se dê muito por conta da própria esquerda norte-americana, principalmente com Obama no poder, o autor se utiliza deste subterfúgio manjado para justificar a existência de uma suposta contra-ofensiva da direita, que estaria de alguma forma (não explicada) relacionada com as políticas americanas. O intuito do autor é o de persuadir a militância de que tudo o que se faz no Foro de SP está previamente justificado, já que estão lutando contra este poderoso e tirano “império estadunidense”.

O debate sobre as “tentativas de construção do socialismo no século XXI“ será pura retórica se não detivermos a contraofensiva da direita.

O PT tem reflexões acumuladas sobre isto, as mais recentes estão na resolução do III Congresso. Para nós, socialismo envolve democracia, internacionalismo, propriedade pública, planejamento e desenvolvimento ambientalmente sustentável.

Nós não utilizamos o termo “socialismo do século XXI“.

Ainda estamos num período de “defensiva estratégica“ da luta pelo socialismo, no qual se combinam a derrota do chamado “campo socialista“, a difícil situação de Cuba, o socialismo de mercado na China e a força do capitalismo.

O objetivo de se alcançar o socialismo (de novo o socialismo, aquele mesmo que já trouxe tanta desgraça para o mundo) aqui é claramente admitido. Admitem porém, que este socialismo ainda não está estabelecido, estando eles num período de defensiva estratégica.

Por tudo isto, acreditamos que é necessário levar a sério a ideia da unidade na diversidade. Há uma diversidade de estratégias nacionais e uma diversidade de concepções. Precisamos articular isto numa estratégia continental comum.

Mais confissões sobre o plano de implementação do socialismo em âmbito continental. A diversidade das esquerdas é estimulada, desde que no todo tenham uma consistência que visa a unidade. Esta é, desde sempre, uma das estratégias cruciais do movimento revolucionário. A divisão interna da esquerda só favorece ela mesma, uma vez que essas divisões acabam por tomar todo o espaço político e cultural, fazendo com que o debate se limite ao espectro esquerdista. Isto é exatamente o que estamos presenciando no Brasil há algumas décadas. Esta hegemonia de esquerda foi inclusive comemorada por Lula, em um de seus discursos no Foro de SP.

Porém, o mínimo denominador comum desta estratégia continental é a integração, não o socialismo.

Gostaríamos que fosse o socialismo, porém ainda não é; e não é não por falta de vontade, mas principalmente porque vivemos num momento de transição, em que o velho já está morrendo e o novo ainda não se firmou.

Este é talvez o trecho mais emblemático. O autor admite, porém com pesar, que a integração do continente seja estrategicamente mais importante agora que o próprio socialismo. Ele admite, portanto, que o socialismo não é um fator de integração continental suficiente por si mesmo. Na sua concepção, isto se deve ao fato de estarmos sob a transição do velho para o novo socialismo, que, como ele afirma em outros trechos, ainda carece de bases teóricas em sua ideologia. A promessa messiânica do “novo mundo” sempre aparece no discurso socialista, que também diz que suas bases teóricas sempre foram mal compreendidas. Isto faz com que socialistas, catástrofes após catástrofes, sempre renovem seus discursos e suas perspectivas para um futuro hipotético. Em nome desse futuro que nunca chega, se arrogam  o direito de fazer o que quer que seja no presente. É o mesmo discurso batido, já proferido antes por Lenin, Stalin, Hitler, Mao Tsé-Tung, Fidel Castro, etc.

Por tudo isto, o PT valoriza extremamente o Foro de SP, que tem como uma de suas características mais importantes reunir num mesmo espaço famílias políticas e ideológicas que na Europa não conseguem conversar. Os que aqui destacaram o quanto a situação política na América Latina está melhor do que na Europa devem compreender que isto se liga a nossa capacidade de articular unidade com diversidade.

Devemos, portanto, combinar a necessária luta ideológica em favor do socialismo, com uma estratégia e uma política organizativa mais amplas.

Consideramos importante, neste sentido: fortalecer os laços bilaterais; fortalecer os organismos que temos (como o Foro de SP); para nós, do PT, o Foro de São Paulo é prioritário; repudiamos a ideia de que existam “duas esquerdas“, há muitas esquerdas na América Latina; recusamos qualquer tipo de disputas de protagonismos e liderança entre nós; e estamos convencidos de que não há futuro para nosso projeto no Brasil apartado do futuro da América do Sul e da América Latina.

Claro que há contradições em nossa política interna e externa. Mas nossa política internacional demonstra de que lado estamos: lembro aqui a postura do Brasil frente a Cuba, Honduras, Irã, Palestina e nossa oposição à guerra dos EUA contra o Iraque.

Este é o fechamento final, que resume tudo. Não restam dúvidas de que o PT está articulado com uma entidade estrangeira, que influencia diretamente nas eleições de diversos países latino-americanos, e que, sendo parte deste esquema, compactua com suas políticas de intervenção às soberanias nacionais destes países, incluindo o próprio Brasil. O PT considera esta entidade sua prioridade, colocando-a acima dos próprios interesses do povo brasileiro. A partir daí, o PT se configura imediatamente num partido ilegal, que dentro das leis eleitorais brasileiras, estariam impedidos de participar das eleições no país.

Além disso, este último trecho reforça a ideia de que uma esquerda heterogênea é importante, desde que suas contradições não sejam suficientemente conflituosas com o objetivo final de implantação de um socialismo continental. Além disso, reforça também aquilo que já sabemos sobre a política externa petista, de apoio à ditaduras comunistas e ao terrorismo internacional, já que representam uma “resistência” à política externa americana. Sabemos que o discurso anti-intervencionista em relação aos EUA serve apenas como pretexto para que os petistas defendam governos anti-ocidentais, estes sim, empenhados em destruir o ocidente com toda força, até que não reste no mundo nenhum traço de liberdade, democracia e cristandade como conhecemos.

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13 comentários

  1. Vou divulgar.

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  2. Não conhecia esse material desse blog, mas no começo do mes outubro também fiz uma leitura desse livro e não consegui passar das primeiras 30 páginas, tamanha as inconsistências que encontrei…deixo aqui, não com a mesma clareza e organização, mas acho que com um conteúdo:

    Vou fazer uma crítica as primeiras 30 páginas do Livro “Uma estrela na Janela” de Valter Pomar.

    O livro foi escrito por gente do próprio PT, sendo editado e financiado por este e divulgado no Foro de São Paulo. A introdução já deixa claro que existe o interesse em se analisar o passado e o momento como forma de avaliar as possibilidades de se expandir a revolução socialista.

    Existe um medo que a janela de oportunidade para a implantação do socialismo se feche e com isso atrase o plano de crescimento do socialismo sul-americano.

    O primeiro capítulo faz um estudo do capitalismo. Busca-se a qualquer custo encontrar na história o começo do capitalismo. Assume-se a hipótese que caso consiga-se definir o começo histórico do capitalismo pode se planejar seu final. O tom chega a ser belicoso.

    Depois é feito uma associação do capitalismo como um sistema imperialista, afirmando que o objetivo do capitalismo quando plenamente desenvolvido é criar monopólios capitalistas. Usam-se as ideias de Lênin, que abordou esse tema a mais de 100 anos atrás. Então eu pergunto, quem foi Lênin? Não foi aquele que expandiu o império russo, militarizou aquela região, causou a morte de vários milhões e deixou uma estrutura que depois foi utilizada por Stalin para continuar o sistema imperialista Russo? Lênin criou um sistema político e social imperialista que matou, acabou com a livre iniciativa e qualquer tentativa de oposição.

    Curioso que as páginas iniciais mantêm a constante fixação da ideia que o capitalismo vai sempre evoluir para o imperialismo. Não existe nenhuma menção que o socialismo de forma histórica e tão ou mais imperialista que o sistema que ele luta contra.

    Não tenho dúvidas que é um erro adotar essas teorias, pois para chegar a essas conclusões teria-se que excluir algumas forças que naturalmente ocorrem em uma sociedade que o texto rótula como capitalista. Existem megatendências mundiais que naturalmente enterram antigos monopólios e cartéis e com isso criam-se novas oportunidades. A condição básica para que isso ocorra é a existência de liberdade. O socialismo naturalmente mina essa liberdade e a livre iniciativa. Cria-se com o socialismo um novo imperialismo mais cruel que aquele idealizado contra o que o socialismo luta e o pior, o socialismo não permite a evolução.

    Todas as críticas que o texto faz ao capitalismo e suas evoluções (monopólio, imperialismo) ocorrem de forma muito mais cruel no socialismo, pois nesse modelo o estado assumirá o controle total de forma concentrada, patrulhada e não preparada para a gestão. Acho que o socialismo como oposição ao que o texto denomina como capitalismo, na prática é uma evolução para o monopólio total e sem retorno que vai lutar constantemente contra a evolução da sociedade.

    Como uma forma de autoanálise, a preocupação no texto de tentar determinar a origem do capitalismo (e diga-se que tenho a impressão que o autor falha, pois não existe um marco regulatório para esse evento) sugere que o sistema capitalista (tal qual o Socialista quer) não existe e talvez ele próprio, o socialista convicto é uma evolução do capitalismo que ele fantasia que exista da forma que ele quer. As experiências atuais socialistas estão muito mais perto do imperialismo do que as experiências dita capitalistas.

    Vou citar um parte do texto que induz a pensar nos erros de Lênin quando não previu que a economia mundial ficará cada vez mais mutante, que as megatendências criam novas oportunidades (sustentabilidade, informática, novos mercados, globalização e regionalização), que no modelo econômico mundial onde não existe interferência política, para cada oportunidade comercial ou econômica gera-se uma contra oportunidade, enquanto que a proposta socialista gera um monopólio eterno que simplifica a sociedade e inibe a livre iniciativa tão inerente ao ser humano. A livre iniciativa é uma característica intrínseca da raça humana e não se elimina ela da sociedade. A livre iniciativa, para mim, é o que mais perto se tem da definição de capitalismo, tal qual o socialista quer definir.

    Trecho do livro:
    “É óbvio que o imperialismo contemporâneo de Lênin não foi o último momento da vida do capitalismo, que sobrevive até os dias de hoje. Da mesma forma, o atual “epílogo” identifcado por Moniz Bandeira pode durar vários séculos.
    Outra questão é saber se o estágio monopolista constitui ou não o ponto mais alto do desenvolvimento capitalista, frente ao qual só haveria três desenlaces possíveis: a barbárie, o socialismo e o recomeço cíclico.”

    Ocorre que o capitalismo não evoluiu como os pensadores socialistas imaginaram. O capitalismo não se auto destruiu, ele não dominou o mundo e não virou imperialista. Tampouco acabou com o socialismo. O livro inclusive induz a concluir que o capitalismo não acabou, pois houve cooperação do socialismo. Pergunto: O socialismo aceita o auxílio de qualquer força social externa aos seus ideais? Definitivamente nao! Basta conversar com qualquer pensador socialista e verá que essa possibilidade é de longe aventada. Há uma arrogância natural em qualquer texto pró-socialismo e nunca se consegue fazer uma autocrítica, por mais que não se tenha como fugir delas. O socialismo conduz a sociedade para o que eles mesmos citam como problema do capitalismo, por isso mesmo entrou em crise nos anos 90.

    Nunca devemos nos esquecer do que aconteceu com o leste europeu. Da mesma forma o mundo livre não é mais como era em 1990, mas também o mundo não socialista não vive essa crise existencial, ele evolui e não se procuram encontrar definições técnicas estreitas e arrogantes, o mundo não socialista evolui. Outras empresas surgiram, novas ideias, novas tendências e novos grupos… Enquanto isso o socialismo segue no ideal de controlar a sociedade e simplificar suas relações que são tão benéficas para manter o equilíbrio e a liberdade.

    Texto do livro:
    ” O intenso desenvolvimento capitalista ocorrido após a Segunda Guerra preparou o terreno tanto para a crise dos anos 1970, quanto para o que está ocorrendo hoje. A era neoliberal, neste sentido, é falha inesperada do casamento entre o imenso desenvolvimento estimulado pelas políticas inspiradas em Keynes, somada à incapacidade da esquerda de aproveitar aquele período e aquela crise para iniciar um novo ciclo de transformações socialistas.”

    Existe uma dificuldade em entender ou pelo menos aventar a possibilidade que o que eles chamam como sistema capitalista como conspiração ao socialismo não existe. Porém para mim fica claro que o Socialismo sim, quer a todo custo ser uma conspiração ao sistema social e econômico atual. Toda crise que o mundo passou é uma oportunidade para implementação do socialismo, para a tomada de poder, para dar o golpe…é como todo socialista diz eternamente: “Viva a revolução”.

    Percebo que existe uma inquietude quando o autor diz que não consegue encontrar uma definição para a palavra “globalização”. Será difícil entender que como tantas outras, a globalização é só mais uma megatendência natural? Enquanto o socialismo estimula uma deturpação da realidade e necessidades humanas para impor sua cartilha imperialista, o que eles chamam de capitalismo começa aos poucos e de forma constante a incorporar na sociedade conceitos que o socialismo exige autoria. O socialista, não aceita que políticas sociais democratas estimulem a inclusão de novas camadas sociais e com isso diminui-se a base social para o socialismo impor seus ideais. A social democracia manteve-se na Europa e foi a existência dela que absorveu e trouxe evolução ao sistema falido do leste Europeu na década de 90. Talvez isso explique a demonização que é feita e a luta incessante para minar a Social Democracia no Brasil. O socialismo, mostra mais uma vez que possui um caráter imperialista e exige o completo extermínio de qualquer nova força que surja para reduzir sua base de militantes.

    Texto do livro:
    “Os anos 1990 começaram, portanto, assistindo ao triunfo do neoliberalismo, da “financeirização” e da hegemonia dos Estados Unidos. Do ponto de vista ideológico, a palavra-chave era “globalização”. Segundo José Luís Fiori e Maria da Conceição Tavares, não há dúvida de que a palavra globalização foi cunhada no campo próprio das ideologias, transformando-se, nesta última década, num lugar-comum de enorme conotação positiva, apesar de sua visível imprecisão conceitual. É provável, inclusive, que esta palavra passe à história dos modismos sem jamais adquirir um estatuto teórico, mantendo-se como um conceito inacabado. Mas também não há dúvida de que, apesar de tudo isto, poucas palavras possuem tamanha força política neste final de século XX, o que já seria razão suficiente para submetê-la a um exame rigoroso e crítico.”

    Parei de ler o livro, não preciso de mais…..

    Definitivamente, não sou Socialista, pelo menos não como eles se definem. A partir de agora isso é ideológico da minha parte….

    Sugiro aos que adotam essa alcunha que se informem um pouco mais sobre o que estão seguindo e adorando.

    Eu prefiro ser livre, sincero, honesto, claro e pensador….Não estou aqui para ter ídolos criados para a barbárie humana. Desses ídolos fico somente com suas ideias e essas não me servem para uso diário, ficam guardadas para consulta e não cair no mesmo erro.

    Está muito claro para mim que os amantes do socialismo e os militantes terão que se reinventar e evoluir. Compartilho de muitos ideais que esses militantes pregam. Não gosto de dominação financeira, mas também não quero dominação ideológica. Quero igualdade, mas essa terá que vir associada a livre iniciativa. Não acredito que o ser humano como sociedade vá perder seu instinto de evolução de sociedade como a Cartilha socialista imagina. O custo para a implantação disso é com muita dominação e imperialismo. Exatamente o que paradoxalmente eles lutam contra. Há uma falha para ser corrigida na cartilha do Socialista.

    Desculpem pelos possíveis erros de escritas. Quanto às idéias fico a disposição para debate…

    Curtido por 4 pessoas

    1. Excelente análise. Realmente, o livro é cansativo e até a página 30 já dá seu tom. É uma mistura de tentativa de análise séria com cartilha para militantes socialistas, o que o torna meio indigesto. Gostei do fechamento do seu comentário. Compartilho das mesmas ideias. Obrigado pela contribuição.

      Curtido por 3 pessoas

  3. Eduardo Stanelis · · Responder

    Com certeza, meu amigo. os comunistas perceberam que o uso de estratégias Gramscistas-Marxistas obtiveram mais resultados para a dominação do país do que o uso de táticas Leninistas-Trotquistas-Marxistas, que apregoam a lutar armada, visando a tomada do poder. Já ficou provado para eles que as táticas de confronto armado não funcionaram nos países que tem uma sociedade civil mais organizada e instituições democráticas mais consolidadas. No Brasil, por exemplo, os militares intervieram, em 1964, á pedido da própria sociedade, diante da ameaça do avanço comunista. Se você analisar com cuidado, verá que os mesmos grupos terroristas/guerrilheiros de esquerda que atuaram no período do governo militar, hoje estão tomando o poder, travestidos de partidos políticos ou de organizações não governamentais com influência social. Lula desde 1980, incendiou o país com greves, captando trabalhadores das industrias para o seu futuro partido, o PT. Dilma, era integrante do Comando de Libertação Nacional (COLINA) que promoveu sequestros, assaltos a bancos (expropriações bancárias), atentados a quartéis do exército, etc. José Dirceu, idem. José Genoíno, fazia parte da guerrilha rural do Araguaia. Enfim, todos eles continuam unidos com o firme propósito de entregar o país nos braços da III Internacional Socialista (comunista), apenas trocaram a luta armada, pelo uso de táticas Gramscistas, porque perceberam que o uso de táticas de infiltração política lhes permitiria usar os instrumentos democráticos do próprio país para realizar uma dominação social mais eficiente, através da desestabilização política do Estado, ao invés de partirem para o confronto direto. A tomada do poder pela sutileza faz com que a sociedade não se aperceba do que está acontecendo e não reaja adequadamente a isso, ao passo que a tomada do poder pela força gera uma reação forte instantânea (devido á comoção nacional que une as pessoas) que acaba por desarticular esses grupos revolucionários. Essa é a ideia de tomada do poder que o PT tem implantado no Brasil. Perceba que o Discurso Mudou. Hoje eles não falam mais em Combater Ditaduras, hoje eles silenciaram sobre isso e preferem usar os termos “integração latino-americana” para poderem se aproximar dos países ditatoriais comunistas/socialista, tais como Cuba, Venezuela, etc.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Parabéns pela sua análise!

      Curtido por 1 pessoa

    2. É verdade. Para esse pessoal, a coisa e o contrário da coisa são a mesma coisa, desde que convirjam para o objetivo proposto. As ideias deles são em maioria circunstanciais.

      Curtido por 1 pessoa

  4. Não entendo, como controle da sociedade, garante a liberdade…

    Curtido por 1 pessoa

    1. Procure informações sobre “Nova era e revolução Cultural”, Antônio Gramsci é o mentor dessa gente, eles estão seguindo a cartilha a risca

      Curtido por 1 pessoa

  5. […] que o próprio PT fala sobre o Foro de São Paulo para entender. Foi isso o que a Judite Raiti fez nesse post aqui. Talvez isso faça você entender um pouco melhor que não se trata de uma postura […]

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  6. Bom, apesar de se perder um pouco…So um detalhe, a maior ditadura e terrorismo do mundo é o EUA, so pra alertar mesmo…

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  7. Comecei a ler achando bastante interessante o artigo, mas quando você falou em “anti-americanismo” eu percebi que você ainda não saiu da guerra fria. E olha que eu sou de direita hein.

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  8. Estou divulgando…

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  9. Assista no You Tube: http://youtu.be/RBBLHr1vDRw e voce vai entender ainda mais o que esta acontecendo no Brasil e no mundo.

    Existe, sim, uma conspiracao do governo contra os cidadaos ( aqui nos EUA, chamada de Teoria da Conspiracao). isso nao esta acontecendo apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

    Aqui nos EUA ja foi aprovada da Lei Marcial, foram construidos muitos campos de concentracao, trens prisoes, cemiterios com muitas milhas de extensao; foram adquiridos milhoes de caixoes.

    Os Illuminatis estao por detras desse processo. Eles manipulam as eleicoes da maioria dos paises. Eles manipulam as guerras, os ataques terroristas… Eles querem a reducao da populacao!

    Ha rumores de que a Amazonia foi invadida pelos americanos… Nao sao os Americanos, mas os Illuminatis. Eles ja tomaram posse da Amazonia!

    Parece loucura o que estou escrevendo, mas nao eh… Eh a NOVA ORDEM MUNDIAL, o preparo para o governo do anticristo.

    Veja no You Tube o JOGO DE CARTAS DOS ILLUMINATIS, (lancado em 1995) veja todas as cartas; muitas delas ja foram realizadas, como o ataque as torres gemeas e ao Pentagono, (em 2001) dentre outras…

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